“[…] Tente se limitar ao amor, não dependa dele. Mesmo que seja necessário mentir pra si mesmo diante do espelho todos os dias que você não o quer por perto.
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Anndré, (Prisioneiro da Morte)
“Eu gosto das pessoas que param para escutar. Que gostam de abraços, que conseguem amar. Gosto de pessoas que riem de modo estranho, choram escondidas. Gosto de pessoas que não se escondem atrás de máscaras, pessoas que são fortes, pessoas que sempre seguem em frente. Gosto de pessoas que gostam de pessoas. Gosto de pessoas que sabem o motivo de uma lágrima, que estão sempre por perto. Gosto de pessoas que nunca se vão, de pessoas que ficam, que tentam, que conseguem. Gosto de pessoas assim… Como elas são.
“Ela era feita de teimosia, drama e uma doçura sem igual. Era especial. Carregava em si um pote de ouro. Embrulhada em saudade, era uma verdadeira raridade. As modinhas não seguia, os amores não iludia, era ela mesma, sem precisar pisar ou envergonhar ninguém. Ela não sabia, mas era uma pedrinha preciosa, escondida em seu mundo surreal.
“Por enquanto estou inventando a tua presença.
“Acostume-se. Ninguém irá atrás de você quando estiver indo embora, ninguém irá se importar se o seu “tudo bem” é sincero ou não. As pessoas não se importam com seus sentimentos, apenas se importam com seu próprio mundinho. E se quiser ser feliz, aprenda a não esperar muito das pessoas.
“Era muito angustiante, me sentir morto mesmo podendo respirar, mesmo podendo chorar. Me sentia pior do que um lixo quando evitava as cordas, com medo de usá-las como colar pra enfeitar a vaidade de meu suicídio. Dar fim em remédios e venenos com medo de que viessem a ser o meu último drink […] A vida já abandonou meu corpo, mas com o tempo eu encontrei motivos pra levantar a cabeça, para voltar a sorrir. E, hoje, vivo por mim e não por aqueles que me apedrejavam no passado. Sigo sonhando acordado, para evitar encontros indesejados com novos pesadelos pelo meu novo caminho da vida.
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Anndré, (Prisioneiro da Morte)